Numa altura em que o Futebol Clube do Porto se encontra em primeiro lugar, percebe-se, finalmente, que as lutas de Jorge Nuno Pinto da Costa continuam mais atuais do que nunca. Durante anos, fez-se campanha dizendo que era necessária uma lufada de ar fresco e até mesmo a reeducação dos adeptos, afirmando que essas mesmas lutas eram “retóricas há muito ultrapassadas”.
Hoje, porém, num momento em que se exige a união que sempre nos caracterizou — pedida até pelo próprio treinador Farioli, que afirmou: “Os nossos rivais e os meios de comunicação querem atirar o FC Porto para baixo, mas o que precisamos é de união. Vamos enfrentar as dificuldades como uma família, a família portista.” — ficámos a saber que, no próximo dia 22 de novembro, irá a votos a expulsão de mais associados do Futebol Clube do Porto, associados esses com processos ainda a decorrer na justiça.
Depois da suspensão de Fernando Saúl, que mais tarde se veio a provar nos tribunais que estava inocente, sendo absolvido de todos os crimes, pergunto se será este o caminho para a tal união que tanto necessitamos.
Recentemente foi também publicado nas redes sociais um apelo à união, utilizando o slogan de campanha daquele a quem tão mal fizeram: "Todos pelo Porto".
Não basta ser, é preciso parecer.

Aqui fica a definição do termo "caça às bruxas":
A "caça às bruxas" foi um período de perseguição religiosa e social, principalmente entre os séculos XV e XVIII, que levou à condenação e execução de milhares de pessoas acusadas de bruxaria. Hoje, o termo também é usado para descrever a perseguição de opositores políticos ou indivíduos por motivos ideológicos, de forma muitas vezes pública e exagerada.
Já o disse publicamente uma vez, e volto a escrever aqui: os inimigos não estão cá dentro.
A prioridade não pode ser suspender, expulsar ou atacar os nossos, com décadas de dedicação ao clube.
A luta contra o Benfica, Sporting e centralismo continua, e é nessa que nos devemos focar.
2 comentários
Completamente de acordo
…
É notório que o principal objetivo foi “derrubar” ou afastar todos os que amavam o eterno Presidente JNPC.
A perseguição continua. Mas há uma frase que o meu Rei escreveu que se enquadra perfeitamente… Largos dias têm 100 anos